segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Mais ou menos o mesmo

Ainda lembro a primeira vez que senti um beijo apaixonado. Parecia que a vida, finalmente!, abria para mim milhões de possibilidades. E todas elas trouxeram outras bocas, e outros beijos apaixonados, que com o tempo passando através dos anos, viraram apenas beijos. Pensei que já não era mais o mesmo. Pensei que, talvez com uma certa maturidade, paixão era apenas uma ilusão criada, depois de passar a vida assistindo os casais extremamente apaixonados dançando nos clips, beijando nas novelas, sofrendo nos filmes...Isso era enfim a maturidade? A descoberta de uma vida sem paixão? Apagar este fogo e viver de forma mais morna, mais equilibrada? Talvez fosse. Depois de tantos amores, parecia que a vida tinha me transformado em alguém mais experiente. E a voz da experiência me dizia que eu estava no caminho certo e que o tempo das paixões dura apenas enquanto a juventude durar. Voz traiçoeira essa da experiência. Esqueceu dizer que, a chegada de outro beijo apaixonado - que pode demorar, mas chega - é suficiente para derrubar tudo que foi construído. Jogamos todos os conceitos e toda suposta maturidade para cima. Voltamos a acreditar nos casais apaixonados. A vida abre novamente, finalmente, as suas milhões de possibilidades. E aí percebemos que não mudamos tanto assim. Não amadurecemos tanto assim. Não ganhamos tanta experiência assim. E que no final das contas, ainda somos mais ou menos os mesmos.

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